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sexta-feira, 2 de março de 2012

Steampunk

Você já ouviu falar em Steampunk?

É um subgênero da ficção científica em que a tecnologia evoluiu a partir de máquinas a vapor ou outras fontes de energia não elétricas.

Fonte: adaptado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Steampunk

Eu acho muito interessante a ARTE STEAMPUNK, os objetos criados usando este conceito.

Confira algumas imagens.













Se quiser ver mais, procure por steampunk no google images.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os Thundercats estão de volta em uma nova animação estilo animé
















Estou testando uma extensão do Chrome que ajuda a postar links no Blogger. Vamos ver se isso vai me ajudar a manter o blog com mais novidades.

Com relação a noticia acima, decidi tirar a poeira dos meus dvds da série clássica dos Thundercats e estou assistindo alguns episódios nos momentos de folga. Estou ansioso para ver esta nova versão.

Por falar nisso, ontem assisti o primeiro episódio da série X-MEN em anime, e gostei do que vi. Para quem ainda não viu o trailer, segue o link: http://www.youtube.com/watch?


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Histórias de Cinema #2

Cidade: Natal - RN
Salas: Cine Nordeste
Filme: Os Trapalhões na terra dos monstros
Data: 1989
Companhia: Meu pai



O Cine Nordeste ficava num dos centros comercias de Natal (Cidade Alta) e atraía muita gente para suas sessões, inclusive matinês. A fila dava volta no quarteirão de tanta gente que queria entrar para ver o filme. Não faltavam vendedores ambulantes oferecendo balas aos que aguardavam ansiosos por sua vez de adentrar a grande sala.

Lembro que assisti lá a esse filme dos Trapalhões, que tinha a Angélica, ainda na Manchete e não muito conhecida na época (pelo menos eu não assistia muito o programa dela).



Eu adorava passear pela cidade vendo os produtos coloridos os camelôs, as lojas de brinquedos, bancas de revistas, lojas de discos e de quebra ainda ver um filme.

Segundo li, esse cinema foi o primeiro da cidade a ter sala climatizada, resistiu o quanto pôde à era shopping center, mas acabou fechando, foi demolido e deu lugar a outro empreendimento.

Para saber mais:

http://colunas.digi.com.br/clotilde/cine-nordeste-patrimonio-sentimental-de-uma-cidade/
http://www.overmundo.com.br/banco/o-descaso-com-os-edificios-historicos-em-natal
http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=72984
http://www.correiodatarde.com.br/editorias/cultura-29248

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Botões, caixas de fósforos e muito futebol

Época de copa do mundo é uma festa! Brasileiro compra camisa, bandeira, buzina... tudo o que for verde e amarelo vende bem.

Pra falar a verdade eu nunca gostei muito de futebol. Até joguei no time do colégio um ou dois anos, mas nunca foi meu esporte favorito. Ainda assim arriscava uma partida ou outra com os meninos na rua e no 2º grau fui goleiro do time nas aulas de educação física. Nem preciso falar que meu time sempre perdia, não é? =) A única copa que eu acompanhei foi a de 94, quando o Brasil foi campeão, com direito a reza e tudo na hora dos pênaltis, e aquele grito de alegria quando o Galvão Bueno gritou: “É tééééééééééétra!”



Na minha época de criança, copa também significava álbum de figurinhas com fotos dos craques da seleção brasileira e de todas as seleções rivais. Era uma festa para a garotada colecioná-las. Hoje, com a internet, ninguém se importa em comprar figurinhas, trocar as repetidas e tentar ganhar aquela mais difícil no “bafo”. Basta entrar no site, baixar as fotos e fichas técnicas de cada jogador e sair discutindo com os amigos.

Mas naquele tempo, a galera queria as figurinhas não só para colar no álbum. O bom mesmo era montar nossos próprios times de craques colando as figurinhas em caixas de fósforo, que eram usadas em horas de diversão, em partidas emocionantes de futebol de caixas de fósforo. Valia até jogar os palitos fora pra completar as 11 caixas mais rápido.



As bolas do jogo eram feitas com pedaços de vela, que eram alisadas contra o chão até ficarem bem redondas. Um terror para todas as mães que se esforçavam em manter o chão da casa limpo. E o goleiro não podia ser feito com qualquer caixa, tinha que ser uma “Fiat Lux Longo, 300 palitos”, cheia com areia, pedrinhas e até pedaços de ferro, para não cair ao levar uma bolada. Na falta dessa, o jeito era amarrar várias caixas com um monte de durex e fazer uma maior.

Eu podia não gostar de correr atrás da bola, mas uma coisa eu gostava: jogar futebol de botão. Lembro que meu pai um dia chegou em casa com dois times de botões, daqueles mais simples, para iniciantes. Em cada caixinha vinham 10 botões, 1 trave de plástico, 1 goleiro, 1 bola (cilíndrica e não redonda) e 1 goleiro. Era diversão pura. Em pouco tempo os times começaram a se multiplicar e cheguei a ter uns 20.



Certa vez uns colegas a apareceram com uns time muito irados, feitos em acrílico colorido, botões mais altos e pesados, tamanhos diferentes para cada jogador. Um show de bola! Custavam uma fortuna e não era qualquer um que tinha um desses. Não lembro nem de ter visto para vender lá na cidade, acho que o pessoal comprava fora. Dava até vergonha botar o timinho de plástico pra jogar contra um desses.



Os melhores times de botão que eu vi eram de Izulamar, o “Zulinha”, professor de educação física e dono da academia onde eu treinava. Um dia, enquanto conversávamos antes do treino, ele falou que também jogava futebol de botão e me convidou para uma partida. Aqueles sim eram botões profissionais! Cada peça era do tamanho de uma bolacha Maria, muito polidos, com os escudos aplicados sob uma camada de acrílico, não tinha perigo do adesivo descolar como acontecia frequentemente com os times de brinquedo. Perfeitos! Pena que Zulinha não está mais entre nós. Ele agora está jogando com outros craques lá no céu.



Há muitos anos não vejo crianças jogando futebol de caixa de fósforo ou futebol de botão. Agora só querem saber de Pro Evolution Soccer, Winning Eleven, Fifa e outros jogos eletrônicos. Se enfurecem por que o botão falhou na hora do chute ou o jogador não chegou no cruzamento. Nunca “chutaram” usando uma palheta do futebol de botão nem concentrando toda a força na ponta do dedo indicador pra rachar a bolinha de vela na barreira da falta. Eles não sabem a diversão que estão perdendo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Geocities - O Fim de uma Era

Lembro como se fosse hoje quando fiz meu cadastro no site Geocities.com, que oferecia hospedagem gratuita de paginas web. Era 1995, e eu estava na biblioteca da ETFRN (antigo CEFET, atual IFRN) de Natal, num dos 3 computadores que eram disponibilizados para os alunos durante 30 minutos por dia acessar a lentíssima internet da época.

Meu endereço era http://www.geocities.com/SunsetStrip/Towers/9922/. Um endereço enorme e um espaço de armazenamento de apenas 1MB, menos até que um disquete de 3.5", mas que era suficiente para armazenar as centenas de letras de músicas que eram publicadas na Abrahão's Page.



[mirror desse site hospedado no fortunecity]

Parece brincadeira, mas foi o site que eu criei que teve mais visitas até hoje. No primeiro ano foram mais de 65.000 visitas! Talvez pela falta de opção, pois há 14 anos atrás não existiam tantas páginas como hoje.

Eu passava a semana inteira catando letras de músicas de meus artistas favoritos e na sexta-feira atualizava a página que era um catálogo bem organizado, com categorias e lista de artistas em ordem alfabética. Quando abandonei esse projeto já eram mais de 100.000 visitas.

Procurando no google e yahoo por "Abrahao's Page", ainda encontrei algumas referencias a ela, apesar de não existir há pelo menos 10 anos.



Com o tempo meus interesses mudaram, ou evoluíram, e ao invés de oferecer letras de músicas comuns, passei a fazer a temporização para que elas fossem exibidas de forma semelhante a uma legenda de karaokê, ou seja ia aparecendo conforme o artista ia cantando. Eram as chamadas Taglyrics.



Eu gastava horas e horas sincronizando as letras com o vocal e publicava. Até que tinha um bom retorno de visitas e muitos e-mails do pessoal perguntando como fazia para que as letras aparecessem (usava um plugin do winamp).

Ainda hoje essa página está no ar... até dia 26/10/2009, data em que o Geocities estará definitivamente encerrando suas atividades, então aproveite para visitá-la enquanto ainda existe: www.geocities.com/abrahaolopes

Criei muitas outras páginas depois que só existem em minha lembrança. E também ajudei algumas pessoas a criarem as suas (que certamente também sumirão junto com o fechamento do Geocities), como as desses links que deixo a seguir:

http://come.to/cifraspalace

http://www.geocities.com/blossombr

Pois é, Geocities... foi um prazer te conhecer! Até a outra vida!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nostalgia dos Brinquedos

Há algumas semanas o site www.jovemnerd.com.br lançou mais um NerdCast falando sobre brinquedos dos anos 80. Como minha infância se passou nessa época, muitas lembranças me vieram à memória.

Diversos brinquedos que eles comentaram eu possui ou tinha fácil acesso, mas outros até hoje eu gostaria de possuir. Confira a lista de alguns deles:

1 – Bonecos da TV - Comandos em Ação, Thundercats, He-Man, Transformers – Eram tantas opções de personagens que seria preciso uma fortuna para completar todas as coleções. Os únicos que eu lembro de ter foi um Transformer genérico, mas que me divertiu muito!



2 – Carro de Controle Remoto – Esse brinquedo é um dos que eu mais queria. Comedor de pilha sem igual. Naquele tempo não tinha bateria recarregável. Tinha que ser 6 pilhas grandes no carro e 6 pequenas no controle para uns 30 minutos de diversão. Hoje em dia está tudo muito mais fácil. Quem sabe ainda compro um...



3 – Pistola Zillion – Passava um desenho na TV em que o protagonista usava uma pistola laser para atacar os inimigos. Não demorou para lançarem este brinquedo que era um dos mais bacanas que eu me lembro. Na caixa vinha a pistola que fazia sons de tiros laser e um alvo que você colocava no peito e também emitia sons quando era acertado. O chato é que tinha que ter dois ou mais kits desse para a brincadeira poder ficar divertida.




4 – Pogobol – Ficava com a parte de dentro dos pés em carne viva de tanto pular nesse troço. Meu amigo “Carlos Henrique” até fazia umas manobras malucas entre os saltos. O desafio maior era subir a escada da praça usando o pogobol. Coisa pra dublê de Hollywood!



5 – Videogame Atari – Era o mais popular da época. Você podia comprar cartuchos em qualquer bodega da esquina a preço de picolé. Eu só jogava nos dos meus amigos, mas também fui um dos primeiros a ter um NINTENDO e matava os outros de inveja!



6 – Videogame Gameboy – Parecia um tijolão, tinha uma tela verde e preto parecida com aqueles Tetris genéricos que invadiram o mercado um tempo atrás, mas podia trocar cartucho e tinha jogos semelhantes aos que saiam para os consoles. Um sonho que consegui realizar muitos anos depois quando já fazia faculdade.



7 – Tamagochi – Era um joguinho eletrônico febre entre a molecada, praticamente todo mundo na escola tinha um. Os professores até proibiram do pessoal levar pro colégio, pois as crianças perdiam atenção da aula para poder alimentar o bichinho ou colocá-lo para dormir. Acho que foi até bom eu não ter mesmo, pois eu não gosto de nenhum animal, quem dirá de um virtual!



8 – Jogo de Tabuleiro Detetive – Joguei muito na casa do meu amigo “Kleber do Baratão”. É um jogo muito divertido, infelizmente só dá pra jogar se tiver pelo menos 3 pessoas. Qualquer dia ainda compro um desses.



9 – Kits de Montar Aviões – Outro brinquedo que eu queria muito era um avião F-14 de montar da Revell. Infelizmente é muito caro (ainda hoje) e não é brinquedo para criança, é preciso muito paciência e habilidade para conseguir deixar o bicho do jeito certo. Passei numa loja de brinquedos recentemente e encontrei este kit por R$ 139,90! Vou continuar só na vontade...



Depois de ouvir os dois NerdCasts me veio uma pergunta à mente: Onde vão parar os brinquedos de nossa infância?

Eu sei que criança não tem cuidado com nada. Fazer qualquer bonequinho de super-homem é o mínimo. Será que existe algum Cemitério de Brinquedos ou Céu dos Brinquedos?

Lembro que minha mãe dava nossos brinquedos mais antigos que já estavam encostados para os filhos da lavadeira ou outras crianças que os pais não tinham condições. Quando eu tiver filhos, vou ensiná-los a doar os brinquedos que não queiram mais. E não vou deixá-los ter um monte de brinquedos que nunca são usados, que servem só pra enfeitar a estante ou coisa assim.

E você? Existe algum brinquedo que sempre quis e nunca possuiu? Comente!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

De Volta à Videolocadora



Aproximadamente no ano de 1985, o Sr. Edvaldo Morais (também conhecido como Pai do Professor Abrahão) comprou um videocassete VHS, Toshiba, 2 cabeças, vindo de Manaus (ou do Paraguai, não lembro ao certo) através de um consórcio. Foi uma festa quando recebemos o aparelho.

Aqui em Mossoró tinha 1 ou 2 locadoras que íamos: a Visão Video (que na época era ali perto do Fórum) e outra que ficava quase em frente ao Colégio Dom Bosco. Adorava quando chegava o fim de semana e fazíamos uma “feirinha” de filmes. Como eu tinha uns 5 ou 6 anos, sempre procurava os infantis como “Pinóquio”, “Dumbo”, uma coleção chamada “Super Book” que tinha histórias bíblicas com um menino, uma menina e um robô que viajavam no tempo (sou louco para encontrar novamente esses vídeos, se alguém souber onde baixar ou comprar me avise) e outros clássicos Disney.

Lembro também que meu pai fez assinatura da Revista Video News, que todos os meses trazia resenha dos lançamentos de filmes do mês e de equipamentos (TVs, câmeras VHS, videocassete 4 cabeças!, etc.). Eu recortava as capinhas dos filmes e colava no caderno... hehehe, coisa de criança.

Desde que surgiram as primeiras versões do codec DivX eu me afastei do maravilhoso ambiente que existe nas videolocadoras. Já em 2001, mais ou menos, eu não as freqüentava com muita freqüência, apenas uma vez ou outra quando precisava de algum filme para passar num evento ou atividade. Na maioria das vezes conseguia baixar os lançamentos até 6 meses antes de saírem nas locadoras.

Como no momento estou sem internet para fazer downloads, mudei meus hábitos com relação a essa mídia e tenho comprado muitos DVDs originais. Mais recentemente estive de volta às locadoras para conferir filmes que ainda não estão à venda ou que os preços ainda não são convidativos.

Pelo menos uma vez por semana tenho alugado um filme para assistir com minha esposa. Os últimos eu comentei no post anterior.

Consultar filmes na internet é legal, principalmente porque dá para assistir o trailer, ver fotos da produção e coisas assim, mas nada se compara com a sensação de pegar a caixinha em suas mãos e ficar observando as informações atrás da capa do filme.

E vocês? Estão frequentado a locadora ultimamente? Comentem!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Você Coleciona?

Coleção - reunião ordenada de objetos de interesse estético, cultural, científico etc., ou que possuem valor pela sua raridade, ou que simplesmente despertam a vontade de colecioná-los (Dicionário Houaiss Eletrônico)
Acredito que todo ser humano tem mania de colecionar alguma coisa. Chaveiros, tampinhas de garrafa, embalagens de cigarro, bonés, papéis de carta, canetas, etc. Eu mesmo já passei por diversas fases (e coleções) na minha vida. Vou comentar algumas das que me lembro:



1. Álbuns de Figurinhas – Esse é clássico de qualquer criança. Acho que é o primeiro tipo de coleção que me lembro. Até já falei outro dia aqui sobre os álbuns do chiclete Ping-Pong. Mas não me restringia apenas a esses. Tinham aqueles que vinha a “figurinha chave” que você ganhava um prêmio se achasse. Lembro que meu pai sempre trazia muitos envelopes de figurinhas para casa. Um que me lembro até hoje foi o álbum de STAR WARS, que ganhei do meu pai quando eu fazia a 3ª série. Ele deve ter guardado esse álbum por uns 10 anos (o filme foi lançado em 1977), estava novinho e ainda tinha um monte de envelopes lacrados. Pena que não tive com quem trocar as figurinhas repetidas :) Alguns outros que lembro foram os da Novela Carrossel (do SBT), Aviões de Guerra, Campeonato Brasileiro (meu irmão é quem gostava mais), Família Dinossauros e por ai vai.



2. Moedas Antigas – lembro-me de ficar horas no quintal da minha avó escavacando o chão para tentar encontrar moedas antigas que estivessem perdidas por ali. E realmente conseguia encontrar algumas. Nesta época eu devia ter uns 8 ou 9 anos de idade, e isso realmente se tornou um fascínio. Consegui moedas de até 1889. Até pedi a meu pai que me levasse algumas vezes em colecionadores da capital (Natal) para conseguir algumas outras. Vez por outra eu pegava as moedas, e limpava uma a uma com “Braço” ou pasta de dentes (o que tivesse à mão), e colocava-as em saquinhos de din-din (sacolé).



3. Cédulas de Dinheiro Antigas – na mesma época das moedas também colecionei cédulas de dinheiro (notas). Essas eram mais difíceis de se encontrar em bom estado. Não cheguei muito longe, acho que devo ter pego algumas da década de 70 e olhe lá. O bom é que minhas tias, tios e avós sempre davam uma força trazendo notas velhas que encontravam. Também tinha um grande cuidado, colocando-as em pastas para não dobrar nem amassar. Tanto as notas quanto as moedas ainda devem estar na casa da minha mãe, guardadas em algum lugar que não faço idéia. O bom é que devem estar valendo mais hoje em dia :)



4. Selos postais – Foi breve minha passagem pela filatelia. Meu pai me deu um álbum que era vendido pelos correios que contava a história dos selos e ensinava um pouco sobre a arte de colecioná-los. Perdi o interesse quando o correio começou a usar aqueles selos auto-colantes com desenhos de frutinhas feito em 2 cores. Outro ponto fraco era que eu precisava comprar selos, o que não era muito viável para um garoto de 10 ou 11 anos. Quando fiz estágio na UFRN, conheci um funcionário de lá que colecionava, ele tinha selos do mundo inteiro, pois recebia correspondências de outras universidades e sempre os tirava dos envelopes para sua coleção.



5. Cartões Telefônicos – Outra coleção que não durou muito. Como tínhamos telefone em casa, raramente era preciso comprar cartões. Eu pegava os que achava na rua ou que alguém esquecia em cima dos orelhões. As vezes eu passava na praça do mercado e via gente vendendo coleções inteiras e até fazendo uma grana boa, pois alguns modelos chegavam a custar mais caro do que o cartão com unidades não usadas. A Telemar também acanalhou botando propagandas nos cartões.



6. Revistas em Quadrinhos – Essa já foi na fase em que eu era pré-adolescente. Vivia nos sebos e bancas de revista em busca de “X-Men” e “Homem-Aranha”. Ainda consegui umas edições bem antigas, e raras, como a X-Men nº. 1 brasileira por uma pechincha tipo cinqüenta centavos. Ainda comprei outras como a Gen13, Spawn, Sailor Moon (sim, aquele anime que passava na Manchete) e algumas outras. Abandonei porque eu sempre perdia alguma edição, ou por falta de grana, ou porque esgotava rápido na banca que eu comprava.



7. CDs – Já na fase adolescente eu gostava muito de música, principalmente internacionais. Na época a rádio Transamérica pegava na cidade em que eu morava e o rádio ficava 24 horas ligado. Comecei então a comprar CDS ORIGINAIS (naquele tempo um cd gravado custava uns R$ 50,00 e um original entre R$ 7,00 e R$ 17,00, bons tempos que não voltam mais. Também freqüentava muitos Sebos em busca de coisas baratas. Alguns dos cantores que cheguei a ter vários títulos diferentes: Mariah Carey, The Cranberries, Celine Dion, Gabriel o Pensador, Laura Pausini e outros.



8. MP3 – Quando os computadores evoluíram um pouco mais (e o preço dos gravadores de cd baratearam), comecei a criar arquivos de musica digital. No início o formato era VQF, depois RA (Real Audio) e por fim o amado MP3 (demorava uns 20 minutos para codificar CADA MÚSICA no Pentium 133 MMX). Aí não podia passar um cd na minha frente que eu não copiasse. Cheguei a reunir 1.800 álbuns diferentes, cerca de 20.000 músicas. Tinha de tudo, muita coisa eu nunca escutei até hoje.



9. Videoclipes – Ainda na onda da música, comecei a gravar videoclipes que passavam na TV. Na época passava um programa todo sábado chamado TOP TVZ que era de uma TV por assinatura que qualquer parabólica sintonizava (com imagem codificada) mas que abria o sinal na hora desse programa. Eram 20 clipes por semana, as vezes demorava semanas para conseguir um clipe novo, pois toda semana repetiam os mesmos, apenas alternando as posições. Depois o amigo Giuliano assinou a DirecTV com MTV e foi uma festa. Eram fitas e mais fitas de VHS com clipes e shows. Cheguei ainda a gravar alguns shows de Laser Discs (um tipo de DVD que era do tamanho de um LP). A mania depois se estendeu para vídeos ASF, RM, MPEG e SVCD com o passar do tempo. Hoje ainda guardo alguns desses arquivos e assisto às velharias quando bate a saudade.



10. Jogos de Emuladores – Outra mania dessa época eram os emuladores (programas que simulam o funcionamento de videogames antigos como Atari, Nintendo, Super-Nintendo, etc). Eu tinha vendido meu Super-Nintendo há pouco tempo (me arrependo até hoje!) e pra mim foi uma maravilha poder ter todos os jogos que eu quisesse direto no meu computador. Consegui reunir jogos suficientes para encher 10 cds. E olhe que cada jogo era pequenininho, entre 20 Kilo bytes e 3 Mega bytes. Consegui coletar todos os jogos dos principais consoles, árcades e computadores antigos, quase 100.000 títulos. É jogo pra uma vida inteira de diversão. Ainda hoje costumo pegar algumas roms (jogos) dos sistemas atuais como Nintendo DS, um arcade que o pessoal conseguiu quebrar as proteções ou outro que me interesse. Pena que não tenho tempo de jogar.



11. Filmes em DivX – Essa já foi algo mais recente, que começou quando vim aqui para Mossoró em 2000. Um amigo me conseguiu uns 5 filmes em DivX que ele mesmo tinha convertido através de uma placa de captura. Cada filme cabia em um cd e demorava uma noite inteira para ser convertido. Com esses poucos filmes comecei a fazer tocas com outros colegas, e depois trocas através do correio com pessoas que eu encontrava em sites ou no mIRC. Levei alguns calotes de pessoas que recebiam os filmes e não mandavam os combinados, mas ainda assim valeu a pena, em pouco tempo cheguei a mais de 150 títulos. Depois, com o advento das conexões rápidas eu conseguia baixar 2 ou 3 filmes e cheguei a somar mais de 1.000 títulos, inclusive precisei me desfazer de muitos eles para encontrar espaço para os novos. Vivas ao gravador de DVD que me permitia gravar 6 filmes num único disco.



12. Séries em DivX – De cabeça eu não lembro qual foi o primeiro seriado que assisti em DivX, mas sei que sempre adorei as séries que passavam na TV. Lembro que todo sábado de manhã eu parava o que estivesse fazendo para assistir Dawson’s Creek na Globo (enquanto comia Farinha Láctea). E antes disso foram muitas outras como “Tudo em Cima”, “Meus 15 Anos”, “Plantão Médico”, “Super Vicky”, “Alf”, “Blossom”, “Um Maluco No Pedaço”, e muitas outras. Mas só assistia, não colecionava. Algumas das primeiras que peguei para guardar foram The 4400 e Lost. A mania virou vício e hoje tenho mais de 3.000 episódios de dezenas de séries diferentes arquivados.



13. DVDs Originais - Esta é minha mais nova coleção. Surgiu por dois motivos: primeiro que não tenho mais acesso à internet rápida como antes e ficou mais difícil conseguir novos filmes em DivX, depois porque eu adoro assistir aos Extras que vem nos DVDs, o que não acontece em vídeos baixados. Como falei antes não compro DVDs piratas de camelôs (até já comprei uma vez, mas não recomendo). Estou em busca sempre de edições especiais, edições limitadas, versões do diretor e coisas assim, diferente do que encontramos nas locadoras. Ainda está no começo, mas vai aumentar com o passar do tempo.


E você? Coleciona algo? Deixe um comentário!

Das Antigas: Quem lembra do Toni Ricardo Cavalheiro?

Estive “folheando” os arquivos PDF da revista Videogame que baixei no www.datacassete.com.br e lá pelas últimas páginas me deparo com a sessão de recordes, onde os leitores mandavam fotos da tela da TV (naquele tempo não tinha Photoshop ainda) e os nomes dos “feras” eram publicados.

Por meses seguidos, um carinha figurava entre os melhores nos jogos mais difíceis: Toni Ricardo Cavalheiro. Lembrei na hora do cara, pois eu e outros colegas ficávamos horas na frete no videogame tentando bater os recordes dele.

O moleque era contratado pela revista para detonar os jogos. Qual garoto não sonhava ter um trabalho desses?

Encontrei muitas referencias ao Toni procurando no Google e um artigo bacana em: http://www.nesarchive.net, mas que só nos leva ao seu paradeiro em 1996.

Por onde será que anda o “mestre” dos jogos?



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Das Antigas: Revista TOP GUN

Ainda em ritmo de festival aéreo, lembrei que quando era criança, tinha o sonho de ser piloto de avião e vivia desenhando aeronaves em qualquer papel que eu pegasse... isso até eu descobrir que tinha medo de altura.

Lá pelo ano de 1990 ou 1991 a Editora Globo lançou uma coleção de revistas chamada TOP GUN que trazia a história dos famosos aviões de guerra, tanto da 2ª guerra mundial quanto os caças modernos.



Confesso que eu só lia a parte dos aviões modernos. Achava muito bonitas as fotos que eram publicadas.

Em cada edição vinha 2 posters duplos, um para cada avião. De um lado víamos a imagem frontal, lateral e superior o avião e no verso havia o projeto do avião, com detalhamento de todas as peças. Eram centenas de itens e muitas vezes eu ficava procurando um a um para saber do que se tratava.





Até hoje eu nunca andei de avião e me dá um frio na barriga só de pensar, pois já passo mal até em roda gigante de parque de diversões.

Não cheguei a completar a coleção (foram 60 fascículos no total) e até hoje as revistas estão esperando para serem encadernadas na bela capa dura que a editora disponibilizou.