sexta-feira, 21 de maio de 2010

Botões, caixas de fósforos e muito futebol

Época de copa do mundo é uma festa! Brasileiro compra camisa, bandeira, buzina... tudo o que for verde e amarelo vende bem.

Pra falar a verdade eu nunca gostei muito de futebol. Até joguei no time do colégio um ou dois anos, mas nunca foi meu esporte favorito. Ainda assim arriscava uma partida ou outra com os meninos na rua e no 2º grau fui goleiro do time nas aulas de educação física. Nem preciso falar que meu time sempre perdia, não é? =) A única copa que eu acompanhei foi a de 94, quando o Brasil foi campeão, com direito a reza e tudo na hora dos pênaltis, e aquele grito de alegria quando o Galvão Bueno gritou: “É tééééééééééétra!”



Na minha época de criança, copa também significava álbum de figurinhas com fotos dos craques da seleção brasileira e de todas as seleções rivais. Era uma festa para a garotada colecioná-las. Hoje, com a internet, ninguém se importa em comprar figurinhas, trocar as repetidas e tentar ganhar aquela mais difícil no “bafo”. Basta entrar no site, baixar as fotos e fichas técnicas de cada jogador e sair discutindo com os amigos.

Mas naquele tempo, a galera queria as figurinhas não só para colar no álbum. O bom mesmo era montar nossos próprios times de craques colando as figurinhas em caixas de fósforo, que eram usadas em horas de diversão, em partidas emocionantes de futebol de caixas de fósforo. Valia até jogar os palitos fora pra completar as 11 caixas mais rápido.



As bolas do jogo eram feitas com pedaços de vela, que eram alisadas contra o chão até ficarem bem redondas. Um terror para todas as mães que se esforçavam em manter o chão da casa limpo. E o goleiro não podia ser feito com qualquer caixa, tinha que ser uma “Fiat Lux Longo, 300 palitos”, cheia com areia, pedrinhas e até pedaços de ferro, para não cair ao levar uma bolada. Na falta dessa, o jeito era amarrar várias caixas com um monte de durex e fazer uma maior.

Eu podia não gostar de correr atrás da bola, mas uma coisa eu gostava: jogar futebol de botão. Lembro que meu pai um dia chegou em casa com dois times de botões, daqueles mais simples, para iniciantes. Em cada caixinha vinham 10 botões, 1 trave de plástico, 1 goleiro, 1 bola (cilíndrica e não redonda) e 1 goleiro. Era diversão pura. Em pouco tempo os times começaram a se multiplicar e cheguei a ter uns 20.



Certa vez uns colegas a apareceram com uns time muito irados, feitos em acrílico colorido, botões mais altos e pesados, tamanhos diferentes para cada jogador. Um show de bola! Custavam uma fortuna e não era qualquer um que tinha um desses. Não lembro nem de ter visto para vender lá na cidade, acho que o pessoal comprava fora. Dava até vergonha botar o timinho de plástico pra jogar contra um desses.



Os melhores times de botão que eu vi eram de Izulamar, o “Zulinha”, professor de educação física e dono da academia onde eu treinava. Um dia, enquanto conversávamos antes do treino, ele falou que também jogava futebol de botão e me convidou para uma partida. Aqueles sim eram botões profissionais! Cada peça era do tamanho de uma bolacha Maria, muito polidos, com os escudos aplicados sob uma camada de acrílico, não tinha perigo do adesivo descolar como acontecia frequentemente com os times de brinquedo. Perfeitos! Pena que Zulinha não está mais entre nós. Ele agora está jogando com outros craques lá no céu.



Há muitos anos não vejo crianças jogando futebol de caixa de fósforo ou futebol de botão. Agora só querem saber de Pro Evolution Soccer, Winning Eleven, Fifa e outros jogos eletrônicos. Se enfurecem por que o botão falhou na hora do chute ou o jogador não chegou no cruzamento. Nunca “chutaram” usando uma palheta do futebol de botão nem concentrando toda a força na ponta do dedo indicador pra rachar a bolinha de vela na barreira da falta. Eles não sabem a diversão que estão perdendo!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fliperama Chronicles



Este post é inspirado no tema do último
Super Controle (podcast sobre games) que ouvi recentemente. No pod os casters falam sobre várias histórias que viveram nos fliperamas de sua cidade. Resolvi então publicar minhas lembranças aqui no blog.


Sempre no mês de dezembro, lá em Ceará-Mirim (RN) acontece a Festa da Padroeira, e assim como em outras cidades, é costume ter um parque de diversões. Lá pelo ano de 1988, não lembro ao certo, o parque trouxe uma porção de fliperamas e instalou na calçada do ao lado da igreja. Eram poucas máquinas, eu lembro que tinha Super Mário 1, Galaga, Knightmare e mais uns 3 jogos que não lembro agora.

Tenho quase certeza que as máquinas eram feitas a partir de consoles Nintendo 8 bits, pois vez ou outra a máquina dava PAUSE (sim, aparecia o nome e tudo) e a moça que tomava de conta tinha que colocar uma ficha na máquina para “destravar”. Como eu morava pertinho da igreja, dava um jeito de ir lá toda noite e ficava vendo os caras se acabando de tanto. Como eu não tinha muita grana, quando acabavam as fichas, eu ficava por ali e pedia “uma vida” para algum colega mais generoso. Confesso que eu era ruim pra caramba e morria num instante. Pena que a festa só durava uns 10 dias e os flipers iam embora. Depois disso convenci meu pai a comprar um videogame para eu e meu irmão jogarmos em casa.



Naquela época não haviam nem locadoras de games na cidade, e o mais próximo que eu chegava dos árcades era quando ia à Natal. Na rodoviária tinha umas máquinas bem legais: Kung Fu, Robocop, Moon Patrol, F1 (aquele com cabine, direção, pedais e marcha) e alguns outros que me fogem à memória. Lembro que uma vez fui jogar e não sabia que a máquina precisava de 2 fichas. Como eu não tinha outra ficha, perdi de jogar e outro camarada botou outra ficha e jogou na minha vez. =(

Em frente a catedral de Natal tinha um fliper bem grande com máquinas como 1943 e STREET FIGHTER 2. Eu ficava louco quando ia lá, pena que eram poucas vezes e a fila na máquina de Street era enorme, não dava nem pra olhar os caras jogando por que ficava um bando de marmanjos amontoados em volta.



Outro fliper bacana era o do Hiper Bom Preço. Lá tinha umas máquinas muito iradas: Rygar, Tartarugas Ninja, After Burner (com cockpit de avião que virava pra todos os lados), SUPER Street Fighter, Simpsons, Samurai Shodown, Pinballs e muitos outros. Só ia lá quando estava na casa de uma tia que morava perto. Lembro que meu pai dava uma grana pras fichas, mas como eu era muito criança, perdia rapidinho e ficava só na vontade. Uma vez a ficha ficou “atravessada” na máquina, nem entrava, nem saía... aí o cara do fliper disse: passa semana que vem que eu peço pro técnico tirar e te dou... até hoje nunca vi tal ficha de volta!

No Natal Shopping o fliper era uma revolução! Tinha as máquinas mais modernas de todas, com telas enormes, simuladores de SKI, jogos com pistolas, praticamente todos os sucessos da SNK (King Of Fighters, Metal Slug, etc), aquelas máquinas de pegar pelúcias e até uma que você tirava usa foto e saía uma cartela com adesivos. Pena que lá a ficha era muito mais cara, na verdade nem era ficha, já usavam o esquema de cartão com créditos e assim podiam cobrar preços diferentes para cada máquina.



Aqui em Mossoró, quando eu vinha de férias, ficava enchendo minha tia para me levar ao COELHÃO, um meio que shopping que tinhas uma porção de fliperamas. O único que consigo me lembrar agora era o PUNCH OUT!, um jogo de boxe muito bacana. Há uns dois anos atrás o supermercado Hiper Queiroz colocou uma sala de fliperamas, mas não durou muito não, e a maioria das máquinas eram antigas, não dava nem vontade de jogar. Atualmente o único árcade da cidade (que eu conheço) é no Mossoró West Shopping e não tem quase nada interessante. O que salva é uma máquina de PUMP IT UP e aquelas mesas de Air Hockey.



Quando vou às capitais (Natal, Recife, Fortaleza) e passo na Game Station, muitas vezes prefiro jogar nas máquinas de Air Hockey, Boliche e Basquete do que nos jogos eletrônicos, isso por que dá pra jogar 2 pessoas com uma “ficha” só e a diversão é bem maior. Ainda assim dou uma conferida nos jogos de tiros (aqueles que você usa pistola, rifle, etc.) e algum simulador interessante.




Pra finalizar não posso deixar de falar no fliper do grande EDSON URSO. Um cara que investiu forte para trazer máquinas muito boas para Ceará-Mirim e divertir todos aqueles adolescentes da época. Lá tinha praticamente todas as máquinas da CAPCOM: Street Fighter Alpha, Megaman, Dungeons & Dragons, Cadilac and Dinossaurs, Marvel Super Heroes, X-Men VS. Street Fighter, Darkstalkers, Mortal Kombat e muitos outros. Algumas até soltavam cards com personagens dos jogos se você fazia uma boa pontuação. A galera até montou um clube chamado COG - CLUB OF GAMEMANIACS (minha carteirinha era número 001) e era uma briga para ver quem colocava as iniciais nos lugares mais altos do ranking. Teve inclusive campeonato de Maver Super Heroes com direito a troféu personalizado em forma de árcade feito por um artesão local. O vencedor foi o JOÃO MARIA TETCHAU, que não perdia pra ninguém com o Fanático (Juggernaut). Depois o Edson começou a investir em consoles: SNES, PS1, DREAMCAST, etc... e deixou os flipers de lado.

É uma pena que muitos fliper viravam ponto de encontro de marginais e quem andava por lá era mal visto. Acho que por isso a maioria dos flipers de rua fecharam e agora só os encontramos em rodoviárias ou shoppings.

Saudades daquele tempo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Passeio: Bambino's Burger & Pizzaria

Há tempos eu não publicava nenhuma dica de passeio! Confesso que era por falta de opções. Nos últimos meses estive sempre indo aos mesmos lugares. Hoje trago a resenha de uma ótima descoberta: Bambibo's Burger & Pizzaria.





O Bambino's fica na Av. Alberto Maranhão, logo após o Supermercado Rebouças, bem em frente à caixa d'agua. Estive lá no último sábado por indicação de minha tia que sempre passa ali perto.

O local é novo, deve ter aberto há pouco tempo, pelo menos eu não lembro de ter visto antes. É muito organizado, tudo muito limpo (inclusive os banheiros!), e mantem aquele estilo de mesas na calçada que o mossoroense tanto gosta.







Mesmo num sábado a noite, com quase todas as mesas lotadas, o atendimento foi muito rápido! Fiquei impressionado e ao sair elogiei a garçonete que me atendeu.

Pedi um sanduíche barato pois não estava com muita fome, mas tomei um susto quando vi o tamanho do bicho! Na metade eu já estava farto... mas como não gosto de ver nada se perdendo, encarei até o final! =)



Os preços são bem variados, em média um sanduíche com vários recheios sai por aproximadamente R$ 6,00. Um valor equivalente aos "fast-foods" que estão se espalhando pela cidade.

Sentei numa mesa próxima ao forno à lenha e fiquei com água na boca a cada pizza que saída. Todas com uma borda bem diferente (no cardápio diz que é com azeitona e outra coisa lá que eu esqueci =P ). Apesar do preço ser um pouco acima das outras pizzarias que costumo ir, outro dia irei lá conferir.



Detalhe: No banheiro tem uma central de ar condicionado para aliviar o calor do forno à lenha que fica logo atrás da parede. Os caras pensaram em tudo!



Cardápio: Pizzas, Sanduíches, Sorvetes, Milkshakes
Aceita cartão: SIM
Faz Entregas: SIM
Telefone: 3314-1119
Preço médio da refeição: R$ 12,00 (por pessoa)
Resultado: PROFESSOR ABRAHAO RECOMENDA

Histórias de Cinema #1

A partir de hoje vou iniciar mais uma série de artigos aqui no blog.

Enquanto as tão esperadas salas e cinema do Mossoró West Shopping não são inauguradas, irei contar histórias que aconteceram comigo quando fui assistir a filmes em outros cinemas de Mossoró, em outrac cidades aqui no estado ou até mesmo em outros estados.

Sempre que possível, incluirei informações históricas sobre as salas que não estão mais em funcionamento.

Espero que gostem das histórias e que vocês possam compartilhar as suas nos comentários.

Histórias de Cinema #1

Cidade: Mossoró - RN
Sala: Cine Cid - atualmente Teatro Lauro Monte
Filme: Os Goonies
Data: 1985
Companhia: Meu pai



Eu acredito que essa é a memória mais antiga que eu tenho de estar em uma sala de cinema. Inclusive pode ser que a data esteja um pouco equivocada, mas tenho certeza de que foi mágico assistir a esse filme no cinema. Naquela noite e nos dias seguintes certamente sonhei com as aventuras dos garotos que buscavam o tesouro dos piratas.

Sempre que eu ia pelo no centro da cidade, passava no Cine Cid para dar uma olhada nos filmes que estavam em cartaz. Lá os cartazes ficavam na lateral do prédio, protegidos por pequenos portões. Confesso que era meio estranho, eu entrava no corredor e fica com medo de alguém trancar o portão enquanto eu estava olhando cartazes mais distantes.

Foi também nesse cinema que pela primeira vez entrei na sala de projeções, algo que não conseguimos fazer nesses cinemas de shopping.



Infelizmente o cinema fechou, depois reabriu como Teatro Lauro Monte Filho onde além de peças teatrais e shows musicais vez por outra acontece algum evento como formaturas, lançamentos de livros ou conferências de igrejas e empresas.

Se você tiver alguma história para contar sobre este ou outro cinema, fique a vontade para deixar um comentário.

Até a próxima!